Bem-vindos novamente. Este é Matty, em conversa com outro dos meus heróis. Hoje, meu convidado é outro multi-instrumentista, compositor e panteão do indie-rock, Sr. Conor Oberst. Como você está?

Ei, Matty, é tão bom falar com você. Estou indo muito bem, apenas matando tempo em Los Angeles. Como vai você? Vocês estão sãos e salvos em algum lugar?

Eu estou no campo. Eu tenho feito minha música e música de outras pessoas – pessoas que estão isoladas aqui, então eu estou bem. Como está Los Angeles ?

É um pouco surreal quando você sai de casa. É engraçado, eu estava pensando em como certas coisas são exatamente iguais, como ler um livro na banheira é o mesmo, fumar um cigarro na varanda é o mesmo, assistir um filme é o mesmo. Mas uma vez que você pisa na sua porta, você está em um filme de ficção científica distópico e é uma loucura.

Há uma verdadeira quietude em tudo.

Sim. Quero dizer, eu sei que você passou algum tempo aqui em LA – é uma viagem para ir à loja ou que quer que seja. Não ter carros, nem tráfego na rua, é zoado. É realmente estranho.

De qualquer maneira, é um lugar estranho, LA, no que diz respeito a se você falar sobre uma sensação de isolamento. Eu amo Los Angeles, eu realmente amo, mas meu amigo uma vez descreveu como acordar todos os dias com a mulher mais bonita do mundo com a qual você não tem nada em comum. E eu acho que foi isso que eu tive dificuldade em LA, é tipo… é tão bonita, e eu acho difícil que não seja sazonal. Eu acho que há uma espécie de estranheza nisso, então eu imagino que isso é realmente exagerado. É engraçado o fato de já estarmos falando de lugares, porque eu queria falar com você sobre – fora da pandemia – Nebraska e Omaha. Foi onde você cresceu, certo?

Sim, nascido e criado. É uma espécie de cidade americana no meio oeste, sabe. Para pessoas que não estiveram lá, sempre tento compará-la a uma pequena escala de Chicago ou a uma pequena escala de Minneapolis ou algo assim.  Mas você conhece pessoas em todo o mundo que nem sequer estiveram em Chicago ou Minneapolis, então estou meio que sem saber como descrever. Realmente poderia estar em qualquer lugar do meio da América. São as mesmas coisas que estão por toda parte do país.

Que cenas ocorreram em Omaha e o que você estava ouvindo? O que você conseguiu alcançar como uma jovem banda aspirante lá? 

Vou dizer que tivemos sorte, porque tínhamos uma loja de discos realmente incrível chamada Antiquarium, que ficava no centro da cidade, no porão deste prédio antigo. Isto foi tipo nos anos 90, eu, provavelmente, fui lá pela primeira vez quando eu tinha 11 anos de idade, em 1991 ou alguma coisa assim. Era onde as pessoas que tinham algum tipo de mente ligada a arte ou música se reuniam. Fui embora agora, mas é tipo nos filmes: aquele cara típico atrás do balcão que é realmente arrogante, você tem que ter vergonha do que está comprando se não for cool o suficiente, esse tipo de coisa. Ao mesmo tempo, era o epicentro da comunidade – se a sua banda estava fazendo um show, era lá que você pendurava o panfleto do show, era onde acabava conhecendo pessoas que estavam interessadas em algumas das as mesmas coisas. Culturalmente, como um todo, era um lugar muito conservador, mas tivemos a sorte de ter esse tipo de comunidade de arte e música. Muitas pessoas que me antecederam, já estavam estabelecendo um pouco de posição no que diz respeito a empreendimentos artísticos, então eu me sinto sortudo por ter – sabe, era uma comunidade pequena, mas era unida e solidária; então, quando eu comecei minhas primeiras bandas e outras coisas, havia um pouco de audiência e havia um pouco de, eu não sei… Havia alguém para encorajá-lo, eu acho, você conhece bandas e coisas mais antigas.

Quando você começou a fazer música em Nebraska, sentiu alguma inspiração ou só queria ser introduzido naquela comunidade que vocês estavam fazendo?

Nós tivemos sorte. Quando penso nos meus amigos aqui, por exemplo, que cresceram em Los Angeles e a pressão de um aparato comercial real ou algo assim, pairava sobre você o tempo todo. Era o contrário em Omaha. Então, cada pequeno marco ou conquista que tivemos, parecia uma grande vitória. Por exemplo, acho que tinha 13 anos quando lancei meu primeiro “álbum”, que era como uma fita cassete – mesmo que fosse só fazer uma fita cassete e vendê-la na loja de discos por $3 – parecia ser um grande negócio. E então, fazendo o primeiro CD, ou a primeira vez que fomos ao South by Southwest ou CMJ quando eu tinha 16 anos. Ir para a Europa… A cada pequeno passo, ficamos gratos. Eu nunca pensei que isso se tornaria um emprego que eu teria pelo resto da minha vida. Eu sempre achei que alguém iria parar meu trem e dizer tipo, “Isso é o suficiente amigo! Saia, vai trabalhar na Mutual of Omaha, um trabalho das 9 às 17, ou algo assim“. Eu sempre imaginei que isso acabaria, mas nunca acabou, e continuamos fazendo coisas. Eu acho que isso é realmente legal, porque algumas pessoas que entram nisso começam com grandes aspirações e nunca chegam lá, e eu sinto que todos os meus objetivos se realizaram em muito pouco tempo.

Bem, eu vou lhe dizer uma coisa. Independentemente dos objetivos, eles são conquistas bastante definidoras. Eu só quero falar sobre… Se você olhar, eu não sei, gêneros e cenas – eu sou a pior pessoa do mundo porque nunca estive em uma cena e minha banda não tem um gênero, então eu realmente não posso falar muito sobre isso. Você é praticamente o mesmo, sua música é muito multifacetada. Do jeito que o Nirvana se via como uma banda punk e eles criaram o grunge inadvertidamente, eu sei que no movimento emocore, as pessoas também se queixaram com esse selo, sabe? Seus Embraces, Rites of Spring e coisas assim. Você foi o artista definitivo do primeiro tipo de cena emo. Eu queria saber se você sabia alguma coisa sobre isso na época, ou o que você estava fazendo na sua cabeça? Quem você era? Com quem você se alinhou?

Sim. Quero dizer, acho que foi o começo comercial da música emo. Na época que aconteceu no início dos anos 2000, para mim parecia muito desconectado do que eu pensava ser esse estilo. Para mim, quando penso em música emo, honestamente é tipo o Sunny Day Real Estate e muitas dessas bandas do Dischord, Fugazi e essa merda.

Indian Summer, todo esse tipo de…

Sim, é tipo um ramo da música hardcore, onde era tipo, diferentes guitarras espirais e angulares, e o cara dizia três palavras no meio de tanta música. Seria tipo, “IIII’mmmmm soooooorrryyyyyyy!” Você sabe?

Exatamente. exatamente.

Assim, para mim, é o que é a música emo, mas no momento em que surgiu, eu não quis dizer nada sobre essas bandas, mas no momento em que chegou ao My Chemical Romance ou o que quer que seja…

É o que eu sempre uso quando estou tentando falar sobre isso.

Sim, você sabe, algum tipo de Hot Topic. Na verdade, era, na minha opinião, apenas pop-punk. Para mim isso foi…

Pop-punk é quando a coisa toda morreu. Mas para ser justo, eu cresci naquela época em que .. É estranho, quando eu tinha 13 e 14 anos, apenas entrando na cena, eu tinha acabado de começar o The 1975 nessa idade, mas não éramos chamados assim. Eu tinha Limewire, certo, e a MTV, e era isso. Eu tinha revistas de música e, como a internet não era o que é agora, havia essa reciclagem da cultura alternativa. Não é como Kerrang! mas depois da MTV, você tinha música alternativa real na vanguarda. Você tinha nu metal e Limp Bizkit e Avril Lavigne e todo esse tipo de merda. Havia muita retrospectiva, eu não sei, tipo uma circulação de bandas. Eu aprendi tudo sobre o Nirvana e o The Clash, todo esse tipo de coisa, e você simplesmente mergulha. Eu estava ouvindo você ao mesmo tempo que estava ouvindo o Taking Back Sunday e coisas assim, porque eu gostava muito desse tipo de música, muito brilhante, super melódica e atraente. Quero dizer, superficialmente, sim, quando as pessoas faziam música assim, você meio que se tornou esse pregador evangélico, que mantém até hoje.

Sim, quero dizer, tivemos sorte. Acho que não sei se sorte é a palavra certa, mas a cultura ou a cena em Omaha era tão pequena que todas as bandas punk tocavam nos mesmos shows com todos os cantores folk locais. E então, com a minha música, não parecia um esforço para incorporar as coisas que eu gostava nas bandas de rock com as coisas que eu gostava dos compositores, sabe? Era tipo, ok, eu sempre gostei de letras e gosto de músicas com palavras legais, mas também gosto de uma bateria bombástica e sons estranhos e legais. Então, para mim, parecia natural combinar essas duas coisas. Alguns jovens em outras cidades podem ter se sentido mais atraídas, “Ok, se você está indo ser uma banda punk, você só pode cantar sobre esse tipo de coisa e você só pode fazer esse tipo de coisa.” Não éramos super progressistas ou algo do tipo, não sabíamos merda sobre merda nenhum, então estávamos inventando enquanto avançávamos. Para nós, combinar essas coisas não foi um grande salto artístico nem nada. Não sabíamos nada mais, então parecia bom incorporarmos tudo o que gostávamos de diferentes gêneros. Essa é uma das coisas que eu amo na sua banda. Eu não entendo como It’s Not Living e People podem ser da mesma banda. Eu amo isso em vocês. Pelo menos de uma perspectiva externa, não parece que você se importa…

Eu não me importo. E é também essa coisa toda do etos punk. Você acabou de falar sobre isso então, eu respeito bandas que gostam da tradição da forma, ou seja o que for, isso é legal. Mas às vezes sinto que, se você é alguém que diz tipo, “Ok, eu estou em uma banda punk então eu vou vestir a jaqueta punk e eu vou fazer a tatuagem punk, e então eu vou cantar punk e som punk” – é como um cosplay, você poderia muito bem vestir-se como personagens do Halo, você entende o que eu quero dizer? O que você está falando é em Nebraska, a razão pela qual você tinha um maldito violão e um som bombástico e esse tipo de intromissão no hard rock, folk e lirismo, é porque você estava apenas reagindo ao seu ambiente natural. E meu ambiente natural na época em que comecei The 1975 era a porra da internet. Apenas falando nisso, Conor, você sabe que diz: “Canções com boas palavras”, você soa como alguém que, se você não ler muito, você tem uma paixão pela palavra escrita. Eu estava pensando, não precisa necessariamente ser um compositor, mas estava pensando, para nossos ouvintes que possam estar interessados ​​- alguns escritores que realmente o inspiraram, ou alguns lugares onde você talvez tenha sua cadência.

Um dos meus escritores favoritos, escritores americanos – ele faleceu há alguns anos. Esse cara chamado Dennis Johnson, que escreveu todos os tipos de ótimos livros: Stars At Noon, um de seus livros mais famosos se chama Tree Of Smoke. Enfim, ele também é poeta e escreveu poesia, e ele teve uma grande influência sobre mim quando jovem… não sei, provavelmente comecei a ler quando tinha 15 ou 16 anos e o li durante toda a minha vida adulta. Essa é a coisa.

Enquanto estava rescendo, honestamente, muitas de nossas grandes influências, minhas e de meus amigos, eram The Cure e The Smiths e outras merdas também, o que eu acho que nos moldou de uma maneira bem grande. Eu também sou um otário por – nem mesmo um otário, isso é depreciativo, mas eu amo uma ótima melodia pop. É por isso que acho que Robert Smith é um dos maiores compositores de todos os tempos. O fato de ele poder jogar uma porra de uma garrafa e atingir uma melodia pop perfeita. Ele não erra. É tipoo uma ótima melodia após a outra, difícil de fazer. Todo mundo que diz, “Eu poderia escrever uma canção pop!”, meio que sim. Eu tive amigos que são indie-rock, sejam quais forem as pessoas dizendo, “Oh, eu poderia escrever apenas hits de rádio.” Não, você não poderia! É realmente difícil escrever um hit no rádio. É tipo uma forma de arte muito específica. Eu respeito a porra da Sia e toda essa merda, entende o que eu quero dizer? Isso é difícil de fazer. Se alguém pudesse fazer isso, todo mundo estaria fazendo isso. Isso não é fácil.

E esses caras, eles trabalham tão duro. Esses caras nunca estão no estúdio, nunca estão escrevendo com as pessoas, nunca estão fazendo sessões. O problema comigo é que me deixo guiar por tantas das minhas decisões criativas. Eu sou um pouco tipo, “Eu quero ir em uma sala com pessoas na hora do almoço?” Ao contrário de pessoas que são tipo, “Sim! Vamos lá, a reunião não funcionou, tudo bem, vamos para a próxima pessoa.” Eu não sou assim. A última vez que te vi em Los Angeles , na verdade a única vez em que nos conhecemos corretamente, você tinha acabado de completar 40 anos. 

Sim.

Como é isso? Não é tipo um “Qual é a sensação de ter 40”.

Sim, não, eu sempre assumi que estaria morto agora, honestamente. Estou meio que estou feliz por ainda estar aqui e fazendo coisas. Mas é estranho, então quantos anos você tem? Você é um pouco mais novo que eu.

31 .

31? Sim, ok. Então você é um bebê, você é uma galinha. Isso é ótimo. Quero dizer, o que eu daria para ter 31 novamente, de verdade.

Isso formou sua música? Há esta… eu sei que se você é um artista e está fazendo o que estávamos fazendo na sua idade – quando você tinha entre 29 e 30 anos, isso estava acontecendo muito para você. Só sei que isso afetou um pouco a sua entrega. E agora, e desta vez?

Quero dizer, eu definitivamente escrevo menos do que quando tinha vinte anos, com certeza. Na minha adolescência e nos vinte anos, eu era apenas… era apenas constante. Viver, respirar todos os dias era como escrever músicas, era o que mais importava, era música e fazer músicas basicamente. Você sabe, à medida que envelhece, a vida intervém e começa a… Parece uma merda de dizer, mas começa a parecer menos importante, você entende o que quero dizer? Você percebe, oh meu Deus, estou perdendo amigos e familiares, pessoas estão morrendo, eventos mundiais. Fica um pouco mais difícil pegar uma caneta e escrever meus pequenos problemas em um pedaço de papel para cantar uma música, ou o que seja. Agora, quando escrevo, é muito mais deliberado.

É de propósito.

Sim, sim. Porque quando eu era jovem, eu fazia isso o tempo todo, não pensava nisso. É uma faca de dois gumes onde, por um lado, é como se eu estivesse escrevendo menos, mas sinto que estou sendo mais intencional e atencioso com o que estou escrevendo. E então, talvez seja uma coisa boa, sabe? Um pouco de auto-edição, eu vou fazer isso apenas quando realmente me importo em fazer, ao contrário de “Oh, é uma quarta-feira. Vou escrever outra música hoje”. Eu não sei. Eu acho que definitivamente muda.

Falando em envelhecer um pouco e continuo dizendo isso, quando as pessoas perguntam a você… Toda vez que faço um álbum, coloco tudo nele como sei que você faz, e é realmente importante para mim quase tirar tudo de mim. Então, toda vez que faço isso e passo para o próximo álbum, não é que eu tenha menos… Não é como se o poço estivesse seco ou tivesse menos sobre o que escrever, é apenas que as coisas sobre as quais tenho que escrever agora são basicamente apenas os fundamentos. O que sobrou? Qual é a verdade? Conversa interpessoal… é bastante interessante, mas é o núcleo do sexo, medo, morte, você sabe, todo esse tipo de coisa. E ter uma perspectiva externa bastante importante para eu crescer como pessoa. Eu não poderia estar fazendo uma música tão indulgente se não sentisse que estava segurando um espelho ao meu redor. 

Sim.

Na música, na sua música e na música em geral. Eu poderia expandir isso, mas você sabe, tenho certeza de que você pode falar sobre essas idéias muito bem. 

Sim, quero dizer, na verdade, o novo disco do Bright Eyes, eu sinto como se estivesse apenas sendo superficial ao fazer entrevistas e coisas assim. As pessoas estão sempre perguntando, “Qual é o tema? Existe um tema?” ou algo assim. Eu diria que a perda é um tema muito grande nas novas músicas. Eu acho que sempre foi até certo ponto, mas, você sabe, acho que contei a você assim que nos conhecemos – o único outro Matty que já tive na minha vida além de você é meu irmão, que sempre chamamos de Matty, soletrado da mesma maneira. Então, quando eu te conheci, eu fiquei tipo, isso é foda. Enfim, ele era meu irmão mais velho, e sim, ele faleceu em 2016. Só tenho, eu não sei… eu perdi amigos e perdi pessoas ao longo dos anos, mas quando você perde… eu só tenho, eu só tinha dois irmãos, então quando você perde um de seus irmãos, vira um jogo totalmente diferente quando se trata da maneira como isso afeta. Isso me impactou psicologicamente e meus pais, todo mundo. É apenas um evento de mudança de vida em que essa coisa que sempre foi o fundamento de sua vida se foi. Tentar pegar as peças e seguir em frente, sabe, é uma coisa difícil. Seja como for, faz quatro anos e eu ainda penso nele todos os dias e ainda me pergunto: eu poderia ter feito algo ou dito alguma coisa? ou algo assim. Você sabe, esse tipo de coisa, eu apenas acho que é… Claro que você se cura e cresce a partir disso, mas também não acho que isso realmente deixa de ser um fator. Eu não sei, Eu tenho pensado muito nisso, nestes tempos com a pandemia e tudo mais. Eu acho que muitas pessoas estão aprendendo a lição do que é perder alguém que é tão fundamental para sua vida. Isso também é falar sobre envelhecer – um dos meus bons amigos, esse cara Jim Keltner, que é como o famoso baterista que tocou com todo mundo, ele produziu meu último disco, meu último disco solo, Salutations. Enfim, ele é um cara incrível, ele tem 74 anos, está na porra da indústria da música desde que Deus sabe quando, desde os anos 60 eu acho, mas ele disse pra mim há pouco tempo: “Eu tenho mais amigos que se foram do que estão comigo.” E, se você vive tanto tempo, é isso que vai acontecer. Matematicamente, é isso que vai acontecer, e isso é uma merda de se perceber, mas também acho que deve considerar a beleza, a sensação de que você viveu muito tempo, teve muitos amigos e, se sobreviver aos seus amigos, você tem que dizer adeus a eles, o que é péssimo. É uma coisa triste de se fazer, mas eles sempre dizem: “Você está infeliz com sua vida, mas qual é a alternativa?” A alternativa é não estar aqui. Eu tento dizer, no lado ensolarado da rua e é melhor ficar o maior tempo possível e fazer novos amigos e experimentar coisas novas, apenas tentar tirar dessa gota o máximo possível, porque todos nós estaremos no túmulo em algum momento. Não há razão para acelerar, eu acho. Aproveite.

Conor Oberst, muito obrigado por falar comigo. 

Matty, eu te amo irmão! Fique bem, e sim, vamos conversar em breve.