Matty Healy fala sobre Taylor Swift, maconha e ficar sem camisa

“Desde os 13 aos 24 anos, nós passamos todos os dias juntos,” disse Healy. “mais tempo do que você passa com seus irmãos. Isso se tornou o núcleo do nosso grupo social. As pessoas se identificam conosco porque somos uma banda de verdade, amigos de verdade.”

Seu pai e sua mãe são bastante conhecidos na Inglaterra. Isso te afetou de uma forma negativa na sua carreira musical?
Eu tive que superar isso rápido, senão seria perigoso para o meu ego. Você não pode sair por aí julgando a credibilidade das pessoas baseadas em pré-conceitos de como seus pais são. Se as pessoas com pais que trabalham na TV tivessem a chave para ter um álbum número 1, eu estaria escrevendo um livro sobre isso e estaria milionário. Ainda bem que é completamente diferente na América. É engraçado estar lá só porque sou famoso e minha mãe não.

Você gosta de glorificar os artistas dos anos 80 que não são respeitados criticamente, igual Phil Collins.
Eu amo o Phil Collins. Nós [The 1975] sempre voltamos aos anos 80 quando estamos falando sobre nosso novo disco. O pop não estava tão sobrecarregado de autoconhecimento, cinismo e medo de não ser legal. Nós gostamos sempre de ressaltar isso.

Você passou bastante tempo na América nesses últimos 3 anos. Como se compara à forma como você tinha imaginado sua vinda para América?
Era tudo o que eu esperava, mas com mais bacon. Em um festival de comida em Chicago, eu comi um hambúrguer com bacon cristalizados e dois donuts Krispy Kreme como os pães. Se você estivesse chapado e com 16, o gosto poderia ter sido melhor, mas eu não consegui comer mais do que uma mordida.

A maconha na América é melhor?
A maconha da Califórnia é insana. Eu sempre soube que a maconha era melhor na América, mas não tinha noção de quão boa era. Os nugs são tão grandes que parecem desenho animado.

Você já experimentou outras drogas e depois percebeu que foi uma ideia horrível?
Sim, cetamina. Foi um pesadelo. Me senti como se tivesse bebido três garrafas de vodka.

Quando coloca seu nome no Google você encontra todas essas histórias com a Taylor Swift, apesar dela ter te conhecido uma vez e ter vestido a camiseta do The 1975.
Eu disse em uma entrevista que nós não namoramos e um idiota tipo o Perez Hilton distorceu toda a história e fez com que parecesse que eu estava jogando uma espécia de “shade”. Taylor Swift veio para o nosso show, mas parece que foi o Barack Obama. Eu não conheço outra pessoa no planeta que poderia provocar esse tipo de reação. Talvez Kanye West, mas nem mesmo ele. E agora os dois são meio que a mesma pessoa na imagem pública. É estranho.

“Os dias de ser um rock-star sem qualquer tipo de auto-consciência estão mortos.”

Como vocalista de uma banda de rock com um álbum no topo das paradas, como você se sente quando Gene Simmons diz que o rock está morto?
Os dias de ser um rock-star sem qualquer tipo de auto-consciência estão mortos. Os dias de se livrar de qualquer coisa e ser glorificado por causa disso estão mortos. Como ser um Jim Morrison? O mundo não vai permitir isso, então [o estrelato] precisa incorporar humildade e auto-consciência – ou, no meu caso, algum constrangimento.

Você acha que algum dia irá fazer um álbum solo?
Não. Quero dizer, não é como se os caras estivessem me atrapalhando. Eu acho que essas coisas acontecem quando as pessoas querem outro tipo de saída criativa. Vou fazer algo diferente do som do The 1975.

Você é fã de performar sem camisetas no corpo. Quando você decide que é ou não é hora de vestir camiseta?
É uma coisa prática: fica muito quente durante um show e você não quer ter todas as suas roupas soadas enquanto você vive num ônibus de turnê. Apesar de estarmos mais conhecidos e agora posso pegar minhas coisas limpas depois do show.

Você escolheu não vestir camiseta no Saturday Night Live.
Eu queria ser particularmente irritante aquela noite. Pensei que estivesse sendo irônico e subversivo, mas as pessoas de Kansas pensaram que eu era um otário.

Fonte: Rolling Stone
Leia a entrevista em inglês, na íntegra, no site rollingstone.com.
(Setembro 2016)






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