As confissões do The 1975

5 de Dezembro de 2015, Filadélfia
The 1975 está no backstage no The Fillmore na Filadélfia numa competição de enterrada contra os membros do Swim Deep. A banda tem que estar no palco em 10 minutos, assistentes se apressam ao redor para terem certeza de que tudo está correto — passando ao lado de energéticos e sem camisas Matthew Healy, George Daniel e Ross MacDonald (que, no momento, estão comicamente arremessando numa pequena cesta de basquete) com água, toalhas e garrafas de vinho tinto, para o palco. Enquanto isso, no espaço principal da casa de shows, o zumbido ambiente da banda continua a fazer sua lenta ascensão, com fãs já em frenesi e gritos ocasionais de entusiamo juvenil interrompendo os gritos de alegria toda vez que a banda faz uma cesta.

Essa é a terceira noite na turnê íntima do The 1975 pelos Estados Unidos, apenas dias depois da esperada volta deles aos palcos do Reino Unido que os viram em 16 shows — em toda parte, desde Oasis Leisure Centre em Swindon até ao icônico Hammersmith Apollo. Embora apelidado como uma série de shows para os fãs dedicados (cada casa de show tem, claramente, uma capacidade menor do que as que eles esgotaram no passado), nenhum limite foi colocado na produção dessas apresentações, com uma instalação digna de estádios tomando conta dessas casas de shows íntimas, uma dicotomia intrigante que talvez descreva melhor como o The 1975 está em um estágio de transição enquanto desenvolvem o lançamento do segundo álbum de estúdio; I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It.

Eu estarei acompanhando a banda por cinco dias para tentar dissecar como a mentalidade deles mudou durante esse tempo, a ideia por trás do processo do álbum e, finalmente, como eles estão lidando com a (relativamente) nova fama mundial.

Se torna claro, rapidamente, que o fandom dedicado que rodeia o The 1975 não é limitado ao Reino Unido, quando eu chego ao local três horas antes do show e encontro quase 1.000 fãs em uma fila do lado de fora. Alguns com sacos de dormir e barracas, outros estremecendo sentados na calçada, esperando as portas se abrirem — e quando elas abrem, é uma correria para ficar mais próximo do palco possível. O segurança da banda me informa que alguns fãs nos EUA acampam do lado de fora até três dias antes do show, algo que parece deixar a maioria da banda e equipe perplexos, principalmente quando é inverno na Costa Leste e o tempo é longe de ameno. A dedicação feroz dos seguidores é a primeira coisa que falo com Healy enquanto sentamos no fundo do ônibus de turnê, a casa deles na estrada e onde eu estarei ficando durante essa viagem.

“Quando estão em busca de seus interesses, as pessoas não tendem a fazer coisas que não querem fazer” ele explica, olhando através da janela para uma fila de fãs sentados atrás de uma grade. “Quando se trata das coisas que me interesso, eu não compartilho do mesmo fanatismo que algumas dessas crianças, mas eu amo a cerimônia disso tudo. Se eles querem provar o empenho deles para eles mesmos ou outras pessoas dessa forma, então eu acho que é legal.”

Nós começamos a entrar em mais detalhes sobre essa ideia de que alguns fãs encontraram suas identidades pela banda. Quando o The 1975 primeiramente surgiu, sua estética monocromática trouxe um pouco de refrescância às normas da cultura musical popular. Claro, muitas bandas usam preto e aparentam serem mal-humorados em fotos de imprensa, porém a riqueza de temas visuais nos shows ao vivo, escolhas de roupas do dia-a-dia, vídeos e o solo sonoro da estreia autointitulada criou uma experiência envolvente para jovens impressionáveis se satisfazerem, algo muito mais profundo que apenas escolhas de cores. Resumindo, havia talvez uma nova identidade para realçar, que muitos fizeram e continuaram a fazer, tornando o fandom do The 1975 diferente de todos outros grupos nessa posição — “Nós somos, tipo, a maior banda do mundo que ninguém nunca ouviu falar”. Healy carinhosamente lembra do impacto que a identidade da banda teve em alguns de seus fãs mais conhecidos, mais notavelmente um adolescente no Twitter @Tomm1975, que segue a banda desde o princípio. “Ele mudou muito nos últimos três anos, ele se encontrou, está buscando seus interesses” Healy diz com um sorriso contente, “e crianças como ele já foram praticamente libertadas — não necessariamente tentando copiar quem eu sou, mas seguindo o senso de liberdade que a minha imagem demonstra.”

É aparente que Healy tem uma grande posição em desafiar os discursos da cultura popular e o que influencia as massas, mais importante através da música da banda. I Like It When You Sleep é certamente uma aposta inovadora, um disco capturando as sutilezas que definiram a música pop nas últimas décadas e a reinventando na imagem do The 1975, injetando cor na antiga estética deles e impulsionando seu som definitivo ao final de cada espectro.

Quando lançando ‘Love Me’ na BBC Radio 1, no ano passado, Healy brevemente divulgou sua opinião sobre música pop moderna, e crucialmente o que precisa mudar no gênero, ambas coisas são abordadas no álbum, e em uma de nossas conversas nos cinco dias.

“Música pop só precisa ter um pouco mais de reflexão por trás” ele considera, quando eu sondo seus pensamentos sobre o cenário atual. “Quero dizer, nós obviamente somos permitidos a termos música pop, é ótimo e é o que eu faço, mas música pop boa é difícil de encontrar.”

Healy entra em grandes detalhes, dissecando como pequenos subgêneros estão ficando cada vez mais reapropiados no pop moderno, desde a evolução do trap house nas paradas até o new wave de dancehall que o Justin Bieber está capitalizando atualmente. Naturalmente, isso nos leva a uma discussão sobre as inspirações desse disco — os anos 80. Durante toda a turnê a importância dos anos 80 repetidamente vinha à tona no dia-a-dia da banda, desde cantarem juntos ‘She’s Gone’ de Hall & Oates (que o baterista George Daniel descreveu como “a melhor música de término de namoro de todos os tempos”) no camarim após o show na Filadélfia, até a conversa aprofundada que tive com Healy, mais tarde, sobre os méritos de ‘Higher Love’ de Steve Winwood. Sem surpresas, o novo álbum tem distintos elementos da década, desde a bateria inspirada em Phil Collins em ‘She’s American’ até o sintetizador e baixo em ‘Somebody Else’. Porém, enquanto sentamos para jantar em Columbus, Ohio, no meu segundo dia nos Estados Unidos, fica claro que a banda quer explorar os anos 80 de uma forma diferente de seus antecessores.

6 de Dezembro de 2015, Columbus
“As sensibilidades da cultura dos anos 80 foram totalmente exploradas na música dance e pop porque as pessoas usam os elementos evidenciais, superficiais sobre o que os anos 80 era, enquanto o que tiramos dessa época é o etos, o espírito dos discos que eram ousados” Healy afirma, antes de detalhar mais o papel dessa década em sua inspiração; “Esse é um álbum inteiro que fala sobre um tempo em que a música pop não tinha medo de ser música pop, não estava sobrecarregada de autoconhecimento e cinismo, era livre. Você tinha bandas como Japan, Scritti Politti e Peter Gabriel empurrando as fronteiras, e era um tempo gratificante. O sentimento das músicas desses artistas, não necessariamente o estilo sonoro, foi o que tentamos capturar, e eu acho que por isso é tão difícil julgar esse álbum.”

O último ponto prova-se, particularmente, contundente quando ouvimos o álbum num todo. Sentando por 1 hora e 15 minutos para ouvir 17 faixas, não dá para negar que alguns apenas tentariam ouvir, mas assim que você passa da superfície e percebe o pensamento complexo e meticuloso que foi colocado em cada faixa, fica aparente que poderia muito bem ser um dos álbuns mais inventivos e importantes de 2016. Canções como ‘She’s American’ e ‘Ugh!’ irão agradar os fãs dos trabalhos mais pop do The 1975, enquanto a música que leva o nome do álbum faz parte de um território mais eletrônico do que qualquer coisa feita por eles antes, algo que Healy descreve vinda de seu amor por Four Tet e “música eletrônica que não depende de loops pesados.”

São os momentos mais urgentes do disco que brilham mais, na verdade, como em ‘If I Believe You’ com instrumentais abafados contra um coral gospel e um trabalho lírico introspectivo, e ‘The Ballad Of Me And My Brain’ onde Healy dá sua performance vocal mais visceral de todos os tempos, com a engenhosa letra “…você poderia assinar um autógrafo para minha filha Laura, porque ela te adora, mas eu acho você uma merda”.

Ouvindo uma das faixas mais intrigantes do álbum, Healy parece estar orgulhoso de como a música ficou, principalmente devido o quão pessoal ela é; “Nessa música eu queria ter The Replacements fazendo Dr Seuss… e depois que eu parei de fazer certas coisas me senti meio louco, mas eu meio que tinha o conhecimento de que ficaria bem. É por isso que têm um pouco de resignação à minha loucura no início da letra ‘bem eu acho que estou louco, isso é triste.’”

“Na pré-produção eu estava na quarta ou quinta frase quando percebi que teria que cortá-la para gravar em pedaços” ele especifica, “mas depois eu tive uma experiência um pouco psicodélica no Festival FYF, então no dia seguinte no estúdio eu era um homem quebrado, me sentia no limite. Naquela noite eu fiz a música toda duas vezes, então a segunda entrou para o álbum.”

Autopreservação e adaptação à mudanças são temas bem explorados nesse disco, e talvez nada surpreendente, cada faixa tem uma relevância pessoal diferente para Healy e cada membro do The 1975. Enquanto viajamos de Ohio para Chicago eu fico sabendo que a banda não deu o endereço do estúdio para mais ninguém além das pessoas mais próximas deles, e o processo de fazer esse álbum significou se afastar de tudo. “Não tem espaço para democracia na arte” Healy diz, quando pergunto mais sobre o processo criativo da banda, “e eu não estou disposto a comprometer ou diluir a integridade do som do álbum por causa das opiniões de várias pessoas diferentes, especialmente quando é um álbum tão pessoal, é sobre os aspectos fundamentais de ser uma pessoa. Me senti egoísta muitas vezes, pois não sai para tomar um ar e não pensei nos padrões de outras pessoas, eram os nossos padrões e a nossa verdade.”

Apesar de terem deixado o estúdio alguns meses atrás, o álbum parece ter sido terminado agora para o The 1975, quando fico sabendo que eles essencialmente não pararam entre álbuns. Após o último dia deles no estúdio a banda voou de volta para o Reino Unido e direto do aeroporto para a estreia de ‘Love Me’ na BBC Radio 1, um processo que Healy descreve como “basicamente como se eu tivesse acabado de colocar minhas calças”. Depois disso, a banda passou as próximas semanas em vigorosos ensaios para as apresentações ao vivo, antes de embarcarem na turnê. Por causa dessa intensidade, seria justo dizer que Healy tem a mente dividida em relação de como ele pensa que o álbum será recebido; “eu apenas rio quando ouço o CD agora, porque para mim cada música é um ambiente, e um grupo de pessoas, e eu ainda não sei como o projeto se parece, é apenas um nada para mim no momento.”

Apesar disso, no entanto, a banda claramente entrou no processo de produção do disco pensando neles ao invés das opiniões de outras pessoas, o que faz parte da natureza do álbum como num todo. “É difícil dizer ‘ah, eu não tenho medo’, mas eu passei por um tempo complicado… Me livrei de tanta merda, como comprar certas coisas, então no momento em que comecei a fazer o disco eu apenas abracei verdadeiramente a forma de fazer música” Healy admite, quando o peço para explicar sua mentalidade ao fazer o álbum.

“Eu amo fazer música da mesma forma que amo fazer sexo, eu coloco na mesma categoria. Sempre digo que quando tenho uma ideia e a sinto chegando, é isso para mim, eu coloco ao lado de qualquer outro sentimento carnal que você teria em necessidades sexuais. Então, quando eu fiz esse álbum era isso que estava buscando.”

Colocar muito dele mesmo em sua arte, claramente, não tem sido algo fácil para Healy, entretanto, é algo nada surpreendente quando alguém considera gravar cada experiência de sua vida, desde os sentimentos de loucura que mencionamos em ‘The Ballad Of Me And My Brain’, até ‘She Lays Down’ que lida com a depressão de sua mãe, ou ‘Nana’, uma das músicas acústicas do CD, que é sobre sua avó. Esse método criativo de se expor fez, possivelmente, com que o The 1975 se tornasse um mecanismo de defesa para o vocalista, quando ele explica honestamente “Eu não sei o que é, mas agora eu me escondo por trás da minha música. No primeiro álbum eu me escondi por trás de um personagem, de certa maneira, mas agora eu luto contra a dualidade da arte e realidade. Eu conversei sobre isso com Simon Amstell uma vez, na verdade, e ele disse que a comédia dele é um mecanismo de defesa, ele pode estar emocionalmente sofrendo e pensar que está tudo bem porque imediatamente isso se torna material, assim que faz uma piada, torna-se catártico.”

“Para mim, no momento em que eu sou pessoalmente afetado por algo eu tenho que pôr em uma música para dar contexto. Momentos como esses beneficiam a arte, o que beneficia você como uma pessoa, mas depois você se sente como um babaca por fazer isso.”

Se muito de seu material vem de experiência pessoal, então a ideia de estar constantemente em turnê ou no estúdio naturalmente tem um grande efeito em como a banda escreve atualmente. Essa pergunta leva Healy a um momento de auto-avaliação sobre onde ele se vê num nível pessoal. “Eu não tenho muitos amigos fora do The 1975” ele explica, francamente, “eu tenho amigos, mas vivo praticamente no meu mundo particular, e eu sei que não vou magoar ninguém naquele mundo por dizer quem eu sou. Basicamente, eu digo coisas no álbum que eu diria aos meninos da banda, mas não diria a ninguém na vida real, e eu não falaria disso porque me chatearia.”

Essa relação próxima entre a banda é vital para tudo que o The 1975 fez até os dias atuais — desde sua estética até as apresentações ao vivo, vídeos e materiais, o que se torna impressionantemente aparente quando nossa tarde em Ohio é passada por cada membro dissertando o próximo vídeo, do single ‘Ugh!’. “O próximo ano será sobre cultivar um mundo onde tudo é perfeitamente representado — desde nossa estética até nossos shows ao vivo, nossos fãs, o álbum, apenas uma visão” Healy explica enquanto olhamos as filmagens, antes do George fazer a piada “cada tomada minha parece que eu não sei tocar bateria.”

A banda e seu time criativo, claramente, têm grandes planos para o futuro, desde o show ao vivo ainda maior quando eles começarem a tocar em locais maiores e grandes festivais mais tarde esse ano, até conceitos intrigantes de vídeos para futuros singles. Healy até diz que ele quer tocar o álbum do começo ao fim, em algum momento no futuro, “porque o álbum merece isso”. Nos últimos cinco anos a banda parece não parar de trabalhar, não importa o ambiente. Seja adaptando sua introdução para novas apresentações ao vivo, editando vídeos, trabalhando em novo material ou avaliando como irão adicionar novas faixas à setlist, a ética de trabalho é incessante, The 1975 domina completamente a vida deles. Antes mesmo de terminarmos de conversar sobre o próximo disco, Healy animadamente revela “Eu tenho uma ideia de como o próximo álbum será, e é completamente diferente.”

Ele explica que com cada álbum, até hoje, ele vai até 10 anos atrás em suas influências; “No primeiro álbum há elementos de música emo e ambient, o que eu ouvia dos 15 aos 20 anos de idade, então com esse álbum eu estou voltando para música de garagem de certa forma, e do outro lado há artistas como Michael Jackson. Basicamente, eram os discos que meus pais estavam ouvindo, desde D’Angelo (não sei como minha mãe teve acesso a isso) até grandes momentos do pop, tudo que escutei quando era um adolescente, o que ressoa no segundo álbum.”

Essa ideia leva Healy a explicar que o segundo CD da banda pode ter um sentimento ainda mais de throwback; “A primeira música que ouvi foi Motown e Doo-Wop. ‘One Fine Day’ de The Chiffons foi minha primeira música favorita, e isso realmente instruiu em como eu escreveria minha música, então acho que iríamos nessa direção no próximo álbum. Eu até tenho um título, mas isso não vai fazer parte dessa matéria (risos).”

Se o primeiro álbum era a história do The 1975 até agora, então I Like It When You Sleep é, provavelmente, o crescimento perfeito, o encapsulamento de como a vida deles mudou desde que se tornaram um fenômeno internacional, um CD que não tem medo de ser cru e pessoal, e ainda sentir luxuoso, escorregadio e acima de toda complexidade. “Se as pessoas pudessem compreender como o The 1975 é completamente minha vida… essa banda me fez ficar próximo de tudo” Healy diz, enquanto conversamos no ônibus de turnê, e depois exemplifica o quão importante a banda é para ele, mesmo que acompanhe alguns problemas em sua vida pessoal. Mais tarde, eu pergunto como ele mantem relações enquanto está na estrada e a polaridade de receber adoração de milhares de pessoas toda noite, e ainda assim não ter uma companheira no momento, um traço que acho impregnado no álbum, particularmente na brilhante faixa ‘Paris’.

“Você sobe no palco e conecta com as pessoas da maneira mais extrema que consegue, depois você sai e está sozinho. Acho que todo medo que sinto é de estar sozinho, e eu digo isso no CD. Mas dizendo que vou encontrar uma esposa, terei alguns filhos e tudo ficará legal. É difícil se apaixonar por alguém quando você não vive em lugar nenhum.”

Deixando o amor de lado, eu trago uma frase que aparece na faixa inspirada por Echo and The Bunnymen ‘A Change Of Heart’ — “Você diz que estou cheio de doenças, seus olhos estão cheios de arrependimento, então você tirou uma foto de sua salada e colocou na internet” e chegamos a conclusão de que Healy está no melhor lugar que ele poderia estar no momento, em seu ambiente mais criativo e fértil, cercado pelas pessoas que mais importam.

“Meu feed no Instagram está cheio de saladas de abacate, todo mundo está se casando, cara, é assustador” ele ri.

7 de Dezembro de 2015, Chicago
No dia seguinte, nós sentamos no camarim do Riviera Theatre em Chicago assistindo à Shut Up and Play The Hits, filme que documenta os últimos dias do LCD Soundsystem, incluindo a icônica apresentação no Madison Square Garden. Durante o filme, Healy menciona a importância dessa banda para ele, admirando a presença de palco do James Murphy e como cada membro do grupo estão em perfeita sincronia. Trazemos à tona a ideia de fazer um último show quando a banda ainda estiver em seu auge, um tópico que Healy relembra; “Eu nunca lidei bem com adeus ou finais, sair de férias é sempre uma experiência intensa. Eu invisto tanto onde estou e no momento, então teria que ir embora e isso me mataria.”

“Creio que não tenho capacidade de me focar emocionalmente, então tenho que sempre estar concentrado na próxima coisa — quero dizer, caramba, eu estava conversando com você sobre um álbum que ainda nem existe, porque preciso seguir em frente.”

Essa ideia de ter que seguir em frente é, definitivamente, o que torna esse álbum tão interessante de se ouvir. Quando avançando para o próximo disco, muitos artistas caem na armadilha de refazer elementos que ressoaram bem nas criticas do trabalho anterior, enquanto I Like It When You Sleep vê o The 1975 estar em outros territórios e prova o por que deles serem um dos grupos pop mais inovadores. “Se esse álbum é o que digo ser, que sou eu em busca de ser verdadeiro, sobre a pureza e de como eu gostei de fazê-lo, então, se ele for arrasado eu ficarei devastado” Healy admite, quando chego no nosso último bate-papo.

“…Mas se esse álbum for muito bem e me definir, então, ficarei feliz com isso porque eu acredito nesse álbum. É o The 1975 definitivo.”

Fonte: When the Gramophone Rings
Leia a entrevista em inglês, na íntegra, no site whenthegramophonerings.com.
(Janeiro 2016)






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