The 1975 fala sobre “Love Me” e novo álbum em 2016

Após lançarem seu álbum de estreia, autointitulado, em 2013, e passarem os últimos dois anos em turnê; The 1975 anunciou em 8 de Outubro que estão preparados para o lançamento do segundo álbum em Fevereiro de 2016. A banda já liberou o primeiro single do CD, ‘Love Me’ inspirada nos anos 80. E uma segunda música, que acabou de sair, chamada ‘UGH!’. Se você está amando o som deles nas novas canções, há muito mais de onde elas vieram.

‘Love Me’ é o primeiro single do novo álbum do The 1975, I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It. A música é claramente diferente do trabalho anterior da banda, abrangendo um som pop dos anos 80. Os meninos dizem à iHeartRadio que escolheram essa música porque “é muito ridícula para seguir qualquer coisa”.

Com esse novo álbum, eles estão muito animados para terem um som diferente, e serem capazes de finalmente compartilharem com os fãs após de trabalharem nele nos últimos anos. “Apenas em termos músicas diferentes. Apenas em termos uma nova identidade na verdade.”. Se você está se perguntando como será que o resto do álbum soa, a banda diz “toda canção soa completamente diferente das outras”. No entanto, o resto do CD ainda é muito inspirado nos anos 80.

The 1975 recentemente passou pela sede da iHeartRadio em Nova Iorque para uma entrevista exclusiva, onde falaram conosco sobre o single ‘Love Me’, o videoclipe (incluindo o momento em que Matty Healy lambe o pé de seu colega de banda), o que os fãs podem esperar do próximo álbum e mais.

Confira nossa entrevista exclusiva com o The 1975.

Sobre o significado por trás do primeiro single, ‘Love Me’:
“‘Love Me’ é sobre mim [Matthew Healy]. É sobre a situação em que você se encontra após o sucesso comercial de um CD, e sobre sermos uma banda. Acho que estava iluminando o lugar onde nós nos encontramos, esse meio ridiculamente luxuoso da parte social que nós não estávamos acostumados. Não somos como o resto de nossos amigos, que são celebridades e coisas assim. Ainda, nos encontramos num mundo onde isso é predominante e queríamos comentar sobre. E dizer que parece meio estranho e essa cultura é um pouco injustiçada por causa disso.”

Sobre o por que deles incorporarem o estilo sonoro dos anos 80 na música ‘Love Me’: 
“Acho que é onde o nosso amor por música pop está. Música dos anos 80 era super dramática, quando a música pop era dramática, mas não de um jeito teatral. As pessoas estavam explorando a produção pela primeira vez na música pop. Não era apenas sobre a canção, era sobre o quão ridículo soava. Como Frankie Goes to Hollywood e coisa do tipo, o trabalho do Trevor Horn. Weird Science. Oingo Boingo, por exemplo. Foi um tempo em que a tecnologia tomou parte extensa. Foi um tempo de pensar adiante. Tentamos capturar o etos daquela época sem sermos referenciais demais.”. Eles adicionam, “É de onde muitos de nossos álbuns preferidos vieram. Acho que álbuns preferidos de muitas pessoa”.

Sobre como o videoclipe sexy de ‘Love Me’ foi feito:
“Nós temos palavra em tudo criativo que acontece, então não há nenhuma ideia que não começou por nossa causa. Nós queríamos fazer um vídeo. Acho que minhas necessidades estavam sexualmente confusas, Edward Mãos-de-Tesoura adere ao seu próprio absurdo, então foi isso que fizemos. Eu queria fazer um vídeo que fosse berrante, irônico, engraçado, consciente disso e meio sexy. Nós praticamente sabíamos o que faríamos, depois chamamos Diane [Martel], porque sabíamos que ela seria a única a fazer isso muito, muito bem. É como todos nossos vídeos, uma ótima colaboração.”

Sobre como decidiram quais celebridades de papelão seriam usadas no vídeo de ‘Love Me’:
“Tudo teve haver com quem nós conseguiríamos falar. Quem estava disposto a participar, e quem eu tinha no meu celular. Quem nós conhecíamos vagamente. Então eu consegui o número da Rita Ora, do Ed Sheeran, Harry Styles e falei com todos eles. Tiveram pessoas que nós falamos, mas não pudemos colocar. Foi estranho pois estamos zoando toda a cultura que os rodeia, não necessariamente o indivíduo.”. Matty adiciona, “Elvis, eu meio que tenho meu braço em volta dele e eu reviro os olhos como se dissesse… Eu e Elvis nos entendemos. E isso é fazendo uma piada sobre como as estrelas de rock vêem a si mesmos. E não é realmente uma piada.”

Sobre a parte favorita deles do vídeo de ‘Love Me’:
“Gosto do momento em que lambo o seu [George] pé, porque é tão, tão desagradável. E eu não sei porque fiz aquilo, e foi só para ser capturado e nunca mais. O pau de selfie enorme foi engraçado. Apesar de eu me arrepender de não ter realmente tirado uma selfie nele. Todo mundo pergunta: ‘Onde está a selfie?’”.

Sobre o que os fãs podem esperar do novo álbum I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiul Yet So Unaware Of It:
“Não soa como a arte animada que fizemos em ‘Love Me’. Há momentos em que soa como se fosse da mesma época, mas novamente, se você olha os anos 80 têm bandas como The Cocteau Twins e The Replacements, e há elementos do álbum que soam como isso. Continua anos 80, apenas áreas diferentes da música. Têm uma continuação estilística que seria descrita como tendo uma vibe cinemática dos anos 80, mas vai de tudo como Neo Soul, até meio Shoegaze”.

Sobre o significado por trás do nome do álbum I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiul Yet So Unaware Of It:
“Foi algo que disse à uma namorada minha [Matty]. Não da forma poética que você imaginaria, eu não estava numa espreguiçadeira enquanto ela dormia no meu ombro. Mas foi algo que foi dito e escrito. Não estávamos assustados, mas quando você sai de três anos de turnê, e sua vida muda, e você precisa fazer um álbum e ficar orgulhoso de si mesmo, há uma certa quantidade de medo que cresce em você. E eu apenas tive a decisão de chamá-lo assim, porque foi uma decisão corajosa e eu queria que o álbum fosse sobre decisões corajosas. Era o que todo nós queríamos. E pareceu algo com significado, então eu lutei por isso. Eu sabia que as pessoas falariam ‘Bem, você não pode colocar esse nome no álbum’. Mas não existem pessoas, na verdade, era apenas perguntar ao nosso empresário. Sempre falamos ‘Isso parece o jeito The 1975 de se fazer’, o que pode soar meio estúpido, mas se você vive no nosso mundo… É bem apropriado. Pareceu honesto, a coisa certa de chamarmos o álbum.”.

Fonte: iHeartRadio
Leia a entrevista em inglês, na íntegra, no site news.iheart.com.
(Dezembro 2015)






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