The 1975 na BBC Radio 1 com Annie Mac

Na última quinta-feira (08) o The 1975 esteve na BBC Radio 1, no programa da Annie Mac, para acompanhar a estreia do novo single, ‘Love Me’. Confira, abaixo, a tradução da passagem deles pela rádio:

Annie: A sensação agora é de empolgação.
Matty: É uma loucura. Nós estávamos no estúdio… Bem, não posso dizer que foi ontem à noite por causa do voo, mas nós estávamos no estúdio terminando o álbum na noite passada e agora nós estamos aqui tocando parte dele na rádio. É meio surreal, para ser honesto.
George: É meio bizarro.
Annie: Vocês parecem estar num mundo de sonhos, vamos chamar de cansaço.
M: Nós estamos um pouco. Bem, nós acabamos de pousar de Los Angeles.
G: Nós não conversamos com ninguém há quatro meses.
M: Sim, é verdade!
G: A primeira pessoa que eu falei assim que voltei foi uma moça em Oxfam, que me parou na rua e eu acabei dando-a muito dinheiro.
M: Isso é legal, né?! Nós voltamos essa manhã. Estamos prontos!
G: Não muito dinheiro… Umas oito libras.
Annie: Então os últimos quatro meses vocês estavam em LA, vocês estavam fazendo um álbum.
M: Isso mesmo.
Annie: Falaremos primeiro sobre a faixa que vamos ouvir e o processo que levou até chegar nela, pois, obviamente, vocês pensaram bastante sobre a aparência da banda. Essa foto de imprensa é incrível! Eu quase vim sem camisa e com uma calça de couro, como uma homenagem. Sombra azul… Digam-me, tem uma nova estética.
M: Tem! Nós só queríamos parecer com todas as bandas que amamos, onde você se reinventa, mas faz parecer como uma evolução natural. Nós não necessariamente entramos numa sala e começamos a colocar calças de couro e maquiagem… Bem, eu particularmente fiz isso.
G: Nós meio que fizemos isso.
M: Mas não pareceu… É tudo sobre a mudança, na verdade, e é tudo sobre nós mantermos…
Annie: A evolução.
M: Sim, a evolução… E ter a responsabilidade, com nossos fãs, de proporcionar algo considerado de muita substância. Não é para sermos forçados ou pensarmos muito, nós realmente significamos isso e nós somos tão gratos. Você viu a reação que está acontecendo agora, nós não damos como garantido, e estar vendo isso durante esses quatro meses e revendo as reações que temos dos nossos fãs… Isso meio que mudou a forma como fazemos música e o jeito que queremos progredir como uma banda.
Annie: Me falem sobre ‘Love Me’.
M: É sobre narcisismo. É sobre… Nós nos tornamos estrelas do pop. Nosso dia-a-dia está um pouquinho diferente agora, as coisas que nos aconteceram e as pessoas que nós nos tornamos na visão pública está muito diferente. Nós queremos evoluir com nossos fãs e nós não poderíamos fazer isso sem antes fazer um depoimento sobre tudo o que está acontecendo, e eu suponho que concordando com a cultura contemporânea. Por que quer saber, Annie, existe uma ausência na música pop hoje em dia. É um maravilhoso léxico e vocabulários de sons para estar em uma banda pop. Não existem bandas pop o suficiente, cara! E eu estou cansado disso. Sim, eu estou! Estou absolutamente farto disso. Nossos fãs nos deram a oportunidade de realmente sermos verdadeiros, porque tudo é sobre a verdade. E tudo agora é a procura da verdade. Então isso é o que ‘Love Me’ significa.

[‘Love Me’ é tocado pela primeira vez]

Annie: Foi realmente lindo assisti-los ouvindo a música na rádio, sabendo que a última vez que vocês ouviram foi no estúdio.
M: É tão empolgante!
G: Muito bom.
Ross: Acho que não ouvi essa versão.
M: É tão empolgante. Obrigado por tudo. Nós realmente queríamos que as pessoas ouvissem isso no contexto certo, estou grato que fizemos isso.
Annie: É ótimo ouvir um solo de guitarra numa música pop!
M: Aí está, Hann! Você teve seu momento perfeito, não teve?
Adam: Eu tive. Com meu Van Halen tocando, o terno vermelho e tudo mais.
Annie: E parece ter sido ótimo. Então, vamos falar sobre a música. Está claro que vocês foram altamente influenciados pela música dos anos 80.
M: Sim.
Annie: E os anos 80 foi uma época que você podia ser capaz de experimentar…
M: É isso.
Annie: …na música pop, e ainda ser completamente aceito e compreendido como uma estrela pop.
M: É exatamente isso. Foi um tempo em que a música pop, como sempre digo, não era sobrecarregada de autoconhecimento ou tentava parecer legal e coisa do tipo. É por isso que temos bandas incríveis como INXS e, você sabe, Bowie com o que ele estava fazendo na época.
G: Também foi o nascimento da forma progressiva de pensar na produção. As pessoas tinham acabado de começar a fazer com que não soasse como pessoas tocando instrumentos.
M: Mas esse álbum é louco… É como, nós sempre tivemos essa coisa, especialmente agora, de querermos nos tornar embaixadores dessa geração. E criar da mesma forma que consumimos. Porque olhe só onde nós estamos agora, na Radio 1 e todas essas coisas, existem tantas maneiras de consumir música e nós somos parte disso. Nós consumimos música de todos esses lugares diferentes e queríamos fazer um álbum que era a verdadeira representação dessa ideia. Então vai da forma como ‘Love Me’ soa até… É difícil de articular.
Annie: Como uma banda, obviamente eu sei e os fãs também sabem, vocês eram amigos e estiveram na vida um do outro por muitos anos, antes mesmo do mundo saber o que vocês faziam como banda. Tudo aconteceu muito rápido quando vocês divulgaram as músicas. Vocês eram grandes, estavam esgotando o Brixton Academy antes mesmo de o primeiro álbum ser lançado.
G: Sim, na verdade foi por causa da Radio 1.
Annie: De nada!
M: Isso pareceu bajulação.
G: Pareceu mesmo. Mas nesse país, especialmente quando você passa um tempo em outros países, você percebe que… É incrível, mas você também precisa ser bastante sortudo para ter esse tipo de validação e é maravilhoso quando você está nessa posição. Mas é, é difícil, é como se tivesse apenas uma estação de rádio.
M: Sim, é enorme.
Annie: O que eu quis dizer é que, vocês sabem, quando vocês surgiram não sabiam o que o mundo pensaria sobre vocês e havia um pouco de insegurança. “Será que as pessoas irão gostar de nós? Será que irão gostar da nossa música?”. Como vocês se sentiram, como uma banda, ao produzirem o segundo álbum? Devem ter sentido medo, como se devessem fazer a mesma coisa que no álbum anterior. Tenho certeza que existem pessoas que gostariam que vocês fizessem ‘Chocolate’ novamente, isso deve ter sido uma situação aterrorizante.
M: Nós poderíamos falar o dia todo sobre como foi uma experiência fazer esse álbum, tanto fisicamente como mentalmente, porque significa muito para nós. Como você disse, levamos quatro meses apenas gravando. O resto do ano nós passamos escrevendo no meu flat em West End e indo até LA. E nós não fizemos ou pensamos em mais nada além desse álbum. É como se estivéssemos respirando agora, e eu acho que isso é porque nós nos importamos. Nós investimos tanto nisso que, imediatamente, já nos sentimos validados. Para ser honesto com você, eu não me importo com o que as pessoas vão pensar sobre esse álbum.
Annie: Isso é interessante. Você soa como se não se importasse. Isso é o que todos aspiram em ser um artista, você não quer se importar, mas não consegue.
G: Bem, se você está falando de uma expressão verdadeira e sente como se alcançou seu potencial… O que mais pode fazer?
M: Exatamente, cara.
G: Se você não é reconhecido, então, isso significa que você não devia estar fazendo o que está fazendo.
M: Tudo está bem, estamos muito felizes. Nós não somos deslumbrados ou precipitados, ou dizemos que não nos importamos com a música que fazemos e como ela será recebida. Claro que queremos que seja recebida positivamente, mas esse álbum é tudo o que temos.
Annie: [Lendo Tweets de fãs] É como se Duran Duran encontrasse Aerosmith.
M: Legal! Gostei da referência à Aerosmith. Tem um pouco de Aerosmith nisso.
Annie: E por aí vai…
M: É sobre isso que tudo é, essa comunidade extensa que nós geramos. É muito maior que nós, tudo o que fazemos, e é uma experiência incrível.
G: Isso meio que aparece levemente na música. Nós estávamos falando sobre isso antes, não estamos apenas levando uma injeção de cultura pop. Estamos falando sobre nossas experiências, de uma forma indireta, em que você acaba se sentindo levado à posição de não ver mais conteúdo no que antes havia.
Annie: Como é o resto do álbum? É parecido com ‘Love Me’?
M: É muito eclético. ‘Love Me’ é meio animada. É muito sincopado… É um álbum muito rítmico.
G: Eu diria que não.
M: Mas eu diria que não. São 17 faixas, ou algo assim, e cada faixa é bem diferente. Basicamente, no nosso último álbum cada faixa soava levemente diferente. Todo segundo álbum que seja bom, ou o álbum que preceda outro, deve ser uma destilação do trabalho anterior. Ele deve ser o que fez o primeiro álbum bom, e acho que nós fizemos isso. Nós adotamos tudo o que somos… Um eclético estranho, tipo uma coleção da cultura pop. Isso é o que estamos buscando.
Annie: Quando será lançado? Como se chama?
M: Será lançado em fevereiro e se chama ‘I Like It When You Sleep For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It’.
Annie: Vários corações estão se quebrando por todo o mundo. Vocês conseguem ouvir os corações quebrando? Incrível. Você pode dizer isso mais uma vez, Matty?
M: O álbum se chama ‘I Like It When You Sleep For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It’.

Transcrito por Julia e traduzido por The 1975 Online.
(Outubro de 2015)






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